Antigo Consulado dos EUA vira edifício de luxo com apartamentos de R$ 30 milhões
- 26 de jun.
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A incorporadora paulista Toca55 está movimentando o mercado imobiliário de alto padrão nos Jardins, em São Paulo, com duas frentes estratégicas que refletem respostas diferentes à escassez de terrenos na região.
O primeiro é o projeto da Alameda Jaú, com VGV estimado em R$ 286 milhões. O empreendimento está sendo erguido no lugar de um antigo prédio comercial de 15 andares, adquirido por cerca de R$ 80 milhões e demolido integralmente.
O segundo é o PJM 923, principal exemplo da estratégia de retrofit da incorporadora. O projeto transformou um edifício corporativo dos anos 1970, que já abrigou o consulado americano, em um residencial de luxo com 16 unidades de 580 m2, avaliadas em torno de R$ 30 milhões cada.
Segundo o CEO da Toca55, Daniel Toti, a decisão de manter a estrutura original no PJM 923 foi guiada por critérios técnicos e econômicos.
“Se a gente demolisse o prédio e fizesse um novo, teríamos cerca de 4.000 metros quadrados de área de venda. Com o retrofit, chegamos a 8.400 metros quadrados, porque o zoneamento antigo era mais permissivo do que o atual”, afirma.
O resultado se refletiu no desempenho comercial: 11 das 16 unidades já foram vendidas, em grande parte por indicação e boca a boca. Toti afirma que o receio inicial de aceitação do público de altíssima renda não se confirmou.
“O comprador valoriza arquitetura autoral, exclusividade e segurança, e já está acostumado a esse tipo de produto em cidades como Londres e Nova York”, diz.
Estratégias diferentes para o mesmo desafio
A diferença entre os dois projetos evidencia a lógica da Toca55 na escolha entre retrofit e demolição.
Enquanto o PJM 923 aproveitou ao máximo o potencial construtivo do edifício existente, a Alameda Jaú exigiu a demolição completa do imóvel original após estudos indicarem inviabilidade técnica e econômica da preservação.
Escassez e estratégia de aquisição
Fundada em 2019, a Toca55 atua em bairros nobres de São Paulo como Alto de Pinheiros, Jardins, Jardim Paulistano e Pinheiros, com foco em projetos de alto padrão e a arquitetura autoral assinada por nomes como Isay Weinfeld e Thiago Bernardes.
A companhia também opera com um modelo de aquisição gradual de ativos, que pode levar de seis meses a um ano e envolve a compra de múltiplos imóveis para formação de um único terreno.
Fonte: Exame - Letícia Furlan - Repórter de Mercados - 24/06/2026





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